Ele não precisa ser o melhor do mundo.

Foto do Facebook do Santos homenageando a indicação. Só uso porque ele tá mordendo o símbolo e é demais ele fazendo isso.

Neymar é, “oficialmente”, um dos 23 melhores jogadores do mundo. É claro que ele é mais do que isso. Mas é claro que ele não ficará entre os três melhores, injustamente, pelo simples motivo de que o técnico de Fiji e o capitão da seleção de Samoa Americana não têm como vê-lo jogar. A culpa não é deles. Se a Libertadores e o Brasileiro chegassem na Mauritânia decentemente, Ney estaria entre os três.

Mas não estará. E não precisa. Nessa manhã de terça-feira ele provou que não é necessário se submeter a todas as vontades européias, o suposto “primeiro” mundo. Claro que a assessoria que o garoto possui tem 90% do mérito de torná-lo o ídolo que é. Sim, ídolo. Todo santista deve idolatrá-lo.

E considerá-lo o melhor do mundo. Porque ele respeita a instituição a qual representa. Entre os amigos dele, para as menininhas que ele come por aí, não dou a mínima para o que ele fala.

Se entre eles Ney fala que o sonho dele é ir embora daqui, vai saber, não ligo. Para a mídia, o que chego ao ouvido de nós, torcedores, é que ele quer ficar. Pelo menos mais um pouco.

Respeito.

E quem me respeita eu respeito de volta.

Neymar não precisa ser o melhor do mundo. Pelo menos para mim. Cada declaração dele o faz tornar-se mais idolatrado. Produto da mídia? Da assessoria? Talvez.

Mas ele mostrou nesta manhã que, para ser o melhor do mundo, não é preciso pisar além das fronteiras brasileiras. Mesmo que não seja eleito.

E tem comentarista que já está se doendo com essa indicação. Veremos nos programas esportivos… Não se incomodem com desculpas esfarrapadas e comentários como “David Silva falta na lista”. Quem é David Silva perto de Neymar? Ninguém. Pouco importa.

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O Santos da minha vida – Lateral-direito

Esperei por uma REFOCILANTE vitória no Brasileirinho #maurocezarereira para escrever mais um CAPÍTULO desta SAGAinútil sobre quem eu considero O Santos da minha vida, ou seja, a SELESANTOS desde 1990.

Hoje, após eleger nosso glorioso Rafael como titular no gol, penso na lateral-direita. E, olha, só de pensar já DÓI.

#4 – Paulo César

Se não me engano, é o primeiro gol de Santos 2 x 0 Vasco, o de falta do Ricardinho. Olha o PC ali.

Eu realmente gostava do Paulo César em 2004. MAs em 2005 ele foi uma ameba. Mesmo assim, numa não muito emocionante disputa com o vice da lista, elejo o PC como nosso melhor lateral-direito desde 1990.

Campeão Brasileiro de 2004, era bem útil e preciso nos cruzamentos, batia bem na bola de verdade. Caiu demais em 2005, assim como todo o resto do time, mas é isso aí. Não tem muito como fugir dele, ou do segundo colocado e seu reserva na minha seleção.

#14 – Maurinho

Figuraritcha do álbum de 2002.

Bom, eu parei, pensei, lembrei do Jonathan, do ÍNDIO, do BAIANO, ANDERSON LIMA, sei lá, só essas porcarias (quer dizer, o Jonathan não é porcaria, mas ficou pouco tempo e mais machucado do que outra coisa, o que me fazia IMPLORAR para que ele não corresse durante as partidas menos importantes, tipo A FINAL do Paulistão).

Mas, vou de Maurinho, mesmo.

Porque era ele no maior onze que vi jogar. 2002, claro. E isso conta muitos pontos (Paulo Almeida acaba de vibrar na bancadas, com esperança de entrar nessa seleção). Lembro pouco dele jogando, de verdade. Mas sei que jamais comprometeu naquele time, e fez boas atuações até a final – esteve suspenso no primeiro jogo, expulso em POA contra o Grêmio.

Vai ele mesmo.

MENÇÃO HONROSA

A Mística.

PARÁ. Deus.

 

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O Santos da minha vida – Goleiro

Meus caros, a época é de celebração. Estou ANDANDO pro Brasileiro, é só ficar de 16° pra cima que é tudo nosso. Então, só para escrever qualquer coisa sobre este clube que eu resolvi amar, lembrei de uma discussão que volta e meia ocorre entre minha pessoa e amigos: qual a “seleção” do Santos entre os jogadores que vimos jogar?

Eu nasci em 1990, então é daí para frente. E começo a escrever sobre o goleiro sem ter certeza nem de quem colocarei na zaga. Mas um dia eu termino. Serão 23, como se fosse uma convocação. A numeração é por minha conta.

#1 – RAFAEL

O Goleiro do Tri.

Já começo POLEMIZANDO. Sei lá, muita gente falaria de SÉRGIO a FÁBIO COSTA, este principalmente pelo dia 15 de dezembro de 2002, mas ASSUMO: estou ENAMORADO por Rafael, o goleiro mais jovem a ganhar a Libertadores entre os times brasileiros (dos gringos eu não lembro).

Sou fã desde que assumiu a vaga do Mão de Alface, por mais que eu, à época, preferisse a aposta em VLADIMIR (que é bom também!). Mas o Rafinha tem algo diferente: ele me passa confiança. Sem ele, não seríamos campeões nem da COPA DO BRASIL (e isso mesmo com ele só jogando a final), imagina da América.

Goleiro seguro, de futuro e que, se o mundo for justo e a diretoria esperta, é pra se o São Marcos santista. Que ele tenha cabeça e não saia daqui nunca, por favor.

#12 – FÁBIO COSTA

Se um foi o do Tri, esse foi o dos três pênaltis. E do dia 15/12/2002.

Doente mental. Mas era ele no gol em 2002. No dia 15 de dezembro. Então, mesmo que ele tivesse apenas FRANGADO em todos os outros jogos de sua carreira em Vila Belmiro seria ele o banco aqui.

Outro motivo? Foi o goleiro que pegou 3 pênaltis em minha primeira Libertadores. Em meu primeiro jogo no estádio em Libertadores. Já “idolatrei” esse cara, apesar de tudo.

#22 – ZETTI

Um dos poucos destaques de sua época.

Bom, como ele era o goleiro dos títulos do Rio-SP de 1997 e da Conmebol de 1998, vai ele mesmo. As outras opções seriam quem? Mão de Alface (sério, já vi gente que o colocaria de reserva em seleções dos anos 2000)? MAURO? HENAO? TAPIA? Mesmo o Sérgio ou o Edinho, nunca me agradaram… Só se tem alguém muito óbvio que me fugiu da memória. Mas, como acho que não, vai ele, Zetti, que foi sim um bom goleiro em sua passagem por Urbano Caldeira.

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O sonho acabou.

Nosso futuro presidente merece. E muito.

Um dia, o dia 15 de dezembro de 2002 aconteceu. Ali, naquele que eu chamo de dia mais feliz da minha vida, a maior história já vista dentro das mais famosas quatro linhas de cal ocorreu. O maior milagre, o maior orgulho.

Não que eu não me orgulhe daquele Rio-SP de 1997, que vi na minha antiga casa em Santos segurando uma bandeirinha que, se não me engano, foi até do meu bisavô.

Não que eu não me orgulhe daquela Conmebol de 1998. Um time que fedia, mas que dava o sangue – literalmente (e olha que eu pra usar essa palavra tem que ser MESMO), naquele jogo em Rosario.

Mas 2002 matou um sonho que eu tinha em 12 anos de vida: ver meu time ser campeão de algo o qual eu podia gritar aos quatro cantos e todos me invejariam. E os santistas se juntariam a mim. Meu pai, principalmente. Jamais esquecerei do abraço que demos quando O gol do Elano ocorreu. O gol. O maior lance da minha vida.

Passei a ter outro sonho a partir dali. Era possível voltar às glórias dos anos 60. Se conquistávamos o Brasil, por que não o resto¿ Passei a sonhar em ser dono da América novamente. E nunca me esquecerei de cada detalhe da Libertadores de 2003, desde o radinho de pilha na estreia em Cali, até o choro (DE ORGULHO) na derrota para o Boca.

E nunca me esquecerei daquele jogo de 2007. Foi o ano mais feliz da minha vida. 17 anos, namorava, era apaixonadão, último ano de colégio. Vagabundo o tempo todo. Feliz. Mas no dia 6 de junho, virei criança novamente. Renatinho acertou de canhota. Acertou de bunda. Zé Roberto fez mais um.

E quarta que vem eu estaria em La Bombonera. Não estive. Faltou o que todos sabemos que faltou. E eu saí em silêncio. E dormi em silêncio. E acordei… Chorando. Pensei que era um sonho (é sério, eu acordei e parei: é hoje ou foi aquilo mesmo¿). Havia sido. Enchi meu travesseiro de lágrimas. E mais tarde chorei mais. Mas o sonho continuava.

2008 prefiro não lembrar muito. Se bem que coisas legais aconteceram. Trípodi, Pinto, Quiñones. Trípodi de voleio. Quiñones torto. A bunda de Gustavo Nery. A bunda mais linda do mundo. Nos salvou. Esse time é grande demais. Não cairia. Mas faltou pouco. Um bunda no caminho.

Nos distanciamos de La Copa. O time não era bom nem para um Paulista, imagina coisas maiores. Porém, em um dia de dezembro de 2009 – dezembro, dezembro, sempre especial… – saí do Enem, no qual eu trabalhei, para o outro lado da cidade. A votação já havia encerrado, mas eu sabia que podia ser um dia especial. A gente podia mais. E pôde. Cada urna aberta era um alívio no peito. Cada grito de comemoração era mais um tumor extirpado. Era a salvação.

Não que aquilo garantisse algum título. Garantia a vida, apenas. E a vida é o necessário. Esse time existindo, a felicidade existe. Mesmo que demore anos.

Não demorou. Nunca um paulista foi tão delicioso. Pela maneira que foi. Mas queríamos mais. Queríamos voltar a ela. Não que a taça da Copa do Brasil não fosse importante. Não era apenas atalho para La Copa.  Mas quando o juiz apitou, lá em Salvador, eu, lá presente, já comecei a sonhar. De novo.

Não que eu tivesse parado. Mas havia mais no que pensar. Ali, não mais. Planejei em minha mente toda uma epopéia até a Argentina em junho. Sempre sonhei que seria lá.

Acompanhei sorteio como se fosse final de Copa do Mundo. Cada dia era apenas um compromisso pelo qual, se desse, eu passaria apenas dormindo, para acordar no dia da estréia.

E o primeiro passo foi patético. O segundo mais. O terceiro pior. O quarto até que foi bom, mas nos direcionou para um abismo. No dia de nosso aniversário. 14 de abril. Paraguai. La Olla.

E desde 2010 eu o xingava. Loucamente. A ponto de ter tomado tapas e cuspes em Vila Belmiro. De ter feito toda uma torcida xingá-lo. De tê-lo chamado de câncer. De vaiá-lo até quando jogava bem, de tão raro. Eu funcionava por osmose com ele. Era ele¿ Tava mal. Simples.

E era nosso aniversário. 14 de abril. Fui andando até minha faculdade. Não vi santistas. Nenhum bar parecia que iria passar. Parei na padaria, pedi para mudarem de canal. Peguei uma cerveja e sentei no balcão.

E ele pegou a bola no meio. Cortou para a esquerda. Ajeitou a perna. Sua posição original¿ Lateral direito. E ele ajeitou a esquerda.

Todos os cuspes e tapas eu senti ao mesmo tempo. Eles me levantaram da cadeira quando simplesmente falei “golaço”. O instante em que tudo mudou. O que mantinha o sonho de 9 anos vivo. O sonho de 21 anos vivo.

O resto é história. Se eu fui para o Centenario, isso é só um detalhe. Dinheiro é detalhe. Os fogos da torcida do Peñarol são detalhes. La Copa Libertadores és mi obsessión é um detalhe.

As defesas de Rafael no México. A marcação implacável de Pagode. Em todos os lugares. O futebol mágico do Meu Menino. A monstruosidade Dele. Arouca. Arouca. Arouca!

Os toques do $. A ressurreição de Durval. O Guerreiro Léo e seus cortes óbvios que sempre dão certo. Os tapas e gritos do Pará. O gol de Alan. A falha de Barreto. O erro de Dario Rodriguez.

A arrancada de Arouca. A letra do $. Os três dribles do Arouca. O passe do Arouca. O gol do Meu Menino. O toque do Elano.

Tudo detalhe.

E desde 2010 eu o xingava. Loucamente. A ponto de ter tomado tapas e cuspes em Vila Belmiro. De ter feito toda uma torcida xingá-lo. De tê-lo chamado de câncer. De vaiá-lo até quando jogava bem, de tão raro. Eu funcionava por osmose com ele. Era ele¿ Tava mal. Simples.

E ele pegou a bola na direita. Cortou para a esquerda. Ajeitou a perna. Sua posição original¿ Lateral direito. E ele ajeitou a esquerda.

E eu só explodi no grito de gol abraçando todo mundo.

O sonho acabou. Passou a ser realidade. Pelé correndo. Uma criança. Todos éramos crianças.

Dracena levantando. Todos levantamos.

Faz uma semana e dois dias. E a tal da ficha deve estar bem presa. Porque ainda não caiu. Não sei como agir. Finalmente, depois de 21 anos de vida, de 48 anos de história, quando perguntam, para mim como é ver no DVD, eu posso falar que vi ao vivo. Eu estava lá.

Eu sou tri da América.

Meu bisavô olhou por nós lá do céu. Meu pai olhou por nós lá em Santos. Eu olhei pó nós no Pacaembu.

Já chorei muito por esse time. Quando Pezzotta apitou, não chorei. Ajoelhei.

Não sei o que ocorrerá em dezembro. Não sei quem iremos enfrentar.

Mas, lembre-se: em dezembro, milagres ocorrem.

Descobri mais um sonho. O sonho do mundo.

Acabo de redescobrir o sentido. Já tenho pelo que lutar. Mesmo que seja apenas com gritos. Com minha torcida. Minha paixão.

Prometi morrer apenas depois de ver meu Santos campeão mundial. Eu, vivo. Sei lá se será esse ano.

Mas, em dezembro, milagres acontecem.

Todas as minhas loucuras. Minhas superstições. Não posso contá-las. Vai que, depois do dia 18, eu possa…

O mundo sorri demais nesses últimos dias. Pode sorrir por mais alguns meses¿ Até o dia 18 de dezembro¿ Seria bom. Seria a felicidade.

É o Santos, meus caros. E o Santos, sempre, SEMPRE, pode mais.

Vai que… Sei lá, não quero pensar.

Só sonhar.

Fé.

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O instante.

Aí, do nada, o Danilo. O DANILO. O D-A-N-I-LO resolveu que era uma boa ideia chutar com a perna esquerda do meio da rua.

E aí a história mudou.

E eu já estou tremendo.

E é só segunda-feira.

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Experiência única

Pronto, agora podem ter certeza que eu estava no Centenario.

E fui sem problemas com avião. O voo SP-POA, que sairia 18h55, atrasou um pouco, mas por causa de outras aeronaves na pista, não por cinzas. De POA, fui parA Montevidéu tranquilamente meia-noite, como programado. Lá, dormi num hotel SUCIO, mas nem me incomodei, tava lá, era o que importava.

Não que alguém se importe, mas é uma aventura única. Isso porque às 5h55 jpá estava no avião de volta.; Acho eu, porque eu cheguei. “Acho”, porque eu sentei na poltrona e dormi. Acordei em SP, já. Vai saber se voei decentemente.

O Centenario é lindo. Abusuradamente lindo. Mas a torcida é a mesma porcaria da do Santos. Calada.

Quem cantam são os da Barra, que ficam atrás do gol que teve gol anulado. O resto é uma social da Vila mais bonita.

Tô cansado de escrever. Tô cansado. Podre. 30 horas em outro país pela primeira vez. Valeu muito a pena.

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A não ser que tudo dê errado ou eu me perca.

…estarei no Centenario de Montevideu, aquele estádio em que o Peñarol manda jogos, sabe?

Loucura, mas pode ser uma oportunidade única. Afinal, antes de 2003, tínhamos disputado uma final de Libertadores apenas 40 anos antes.

Agora, 8 anos se passaram. Acho que, com 21 anos, é uma idade boa para minha pessoa se dirigir a outro país, pois mais novo é tenso, mais velho a responsabilidade é maior.

Vamos ser tri?

Não sei.

Mas eu estarei nos dois jogos.

Vai que a gente ganha…

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